16 dezembro 2012

15 dezembro 2012

Champanhe

ela_dá pra mudar a ordem
e criar coisas novas
sobre o nosso pequeno amor
ele_se beberes de mim
ela_mergulharei em ti
ele_dá vontade de dizer vem meu amor
ela_a casa é sua
ele_coração não é tão simples
ela_ a casa é sua
ele_haverá paraíso?
ela_seu despudor gentil rompe a resistência da minha carne morna
ele_ pode ser que um dia possas
ela_ chegar sem pedir licença e invadir a minha calma
ele_vira numa esquina e para no mesmo lugar que te conheci...
ela_com uma cereja na mão
ele_silêncio
ela-com toda a doçura que faltou no caté
colecionando fantasias pueris
sei que você pode me sentir agora
e isto me acalma
ele_lambeu toda a minha pele?
ela_ porque era afeito à singelezas
ele_encharcou de luz
ela-os olhos dele
ele_e com tanto zelo
se beberes de mim
ela_mergulharei em ti, mergulharei em ti
no pacífico dos nossos sonhos peruanos
ele_se beberes champanhe, rs
ela_ vale subir pelas paredes?
ele- a noite vai ser longa
ela_com vagalumes, planetas e marés
ele_bonita
ela_existe um céu imenso lá fora
e ainda o teu cheiro em meus cabelos

Cá estou eu me despindo novamente para você. Sem pudor. 

14 dezembro 2012


O ser tão que ainda cabe em mim 


Era preciso um pedido especial para retomar este espaço em meu coração. 

Te deixei de lado, eu sei. Nos deixamos. Vez ou outra, experimento um nostalgismo que me vira do avesso. É uma saudade de ficar quieta na sua frente, te fitando, lembrando e rindo de mim. Nesses dias, quase me atrevo a fazer uma nova postagem e te afagar em silêncio.

Acontece que pra te encontrar e revirar o avesso, precisei abrir um espumante. E, foi só depois da terceira taça que me despi para você entrar.

Venha quando quiser inspiração, arrebata as minhas crenças e me coloca, novamente, no prumo.

Santiago, Chile no inverno